segunda-feira, dezembro 18, 2006

caso queira, te ofereço um bang bang de flores

hoje, quero só um elogio à simplicidade. que ele escape de mim, invada teu peito, direto no coração. um tiro certo no meio das confusões. neste meu alvo: teu vermelho, ficaria a fumaça de uma história simples e correria um rio a levar aquelas palavras e coisas que ficaram espalhadas pela sala.
e de uma vez, aperto o gatilho: risca no ar a minha bala, melódica e anacrônica com-fuso do tempo que te dá a dor, que te dó em sol-idão, pra ser doce, como quem chora de alívio por perder-se na cidade de janeiro esperando que seu março logo chegue, e lave o tapete com força total, com paus e pedras, mas sem fim nesse caminho.

terça-feira, novembro 07, 2006

rápido como um banho frio

pimeiro lava-se o sexo. como se a assepsia do pensamento dependesse do fluido e não da fluidez. deixa-se, depois, que a água escorregue pelo corpo, porque não há outro caminho a fazer, mas o corpo não corresponde e surge a máxima: "banho, logo hesito".
tremula, suspende no ar, derrama no chão. fraca como o pensamento, liquefeita como vermelho que envolve a pele, a matéria chora em silêncio por cuidado.

terça-feira, outubro 24, 2006

a potência do falso

chego atrasado, mas ainda sim à frente de ti. sou forma das tuas palavras, matéria última do teu discurso. tua abstração encarnada que não coube no teu próprio corpo.
cá estou, decodificado em html, a ser tua potência de vazamento. eu, que virtualmente quero te trazer muitos.